Decisões em um mundo volátil

Contar com uma boa estrutura de gestão e um plano de negócios consistente continua sendo fundamental, mas já não basta, por si só, para sobreviver e prosperar no ambiente de transformações velozes que passou a reger o mercado, especialmente nos últimos meses. Como escapar, por exemplo, dos impactos causados pela abrupta variação da paridade cambial no caso de uma empresa que tenha alta dependência de matérias-primas importadas e que vê sua dívida, contraída meses antes, crescer substancialmente da noite para o dia? Mesmo que suas operações estejam saudáveis e os resultados financeiros positivos, certamente serão poucas as chances de que ela não sofra as consequências perversas da alta do dólar. No médio prazo, a competitividade dessa empresa no mercado interno também pode correr sérios riscos, já que, diante da tendência de queda dos preços das commodities no mercado internacional, seus concorrentes diretos poderão, daqui a alguns meses, fechar contratos de compra a valores bem mais baixos. E, para superar esse momento de revés, é muito provável que essa empresa precise contar com a liberação de um financiamento para manter suas operações em dia, o que pode ser nada fácil, diante da redução da oferta de crédito que marca os novos tempos da economia.

A organização se vê diante do desafio de promover uma reestruturação financeira de seus passivos. Porém, ao tentar solucionar essa questão pontual dos passivos, ela percebe que pode estar diante de um desafio muito maior em seus esforços para convencer os credores de que suas operações são suficientemente sólidas e capazes de superar eventuais dificuldades momentâneas.

A reestruturação financeira pode acabar se tornando, na maioria das vezes, apenas a primeira etapa de um processo muito mais complexo. Trata-se de um processo de reorganização completa dos negócios. “.

Este momento de volatilidade da economia vai evidenciar uma série de ineficiências que antes estavam escondidas nas empresas pelo excesso de liquidez e alavancagem do mercado. Como ensina Warren Buffett, é quando a maré desce que se sabe quem nadava nú.

Isso vai ajudá-las a eliminar esses problemas. É justamente como nos tempos de inflação elevada, que encobria sérias ineficiências. O processo de reorganização é saudável e deveria fazer parte da vida das empresas, sendo encarado como uma oportunidade para ficarem mais competitivas, repensarem o negócio e seus processos e tornarem-se mais ágeis para responder a um ambiente de negócios no qual as mudanças são cada vez mais rápidas e profundas.

A máxima da reorganização vale tanto para empresas que sofreram mais fortemente com as recentes alterações do ambiente econômico quanto para aquelas que já se encontraram em estágio de maturidade e que precisam repensar suas operações para mitigar os riscos de declínio de seu negócio. A percepção de que o negócio sempre pode e deve ser reestruturado.

Imagine que uma grande fabricante de máquinas de escrever, consolidado e líder em seu mercado, não tenha não tenha captado as mudanças que os computadores pessoais promoveram no mundo, há algumas décadas. Aquela foi uma alteração profunda e rápida no mercado. Se essa empresa não entendeu o que estava acontecendo, deixando de se adaptar e mudar seus produtos, ela não teve como se manter viva, apesar de toda a força que possuía no momento anterior.

Olhar para um aspecto do problema sem enxergar o todo é planejar o fracasso. Novas abordagens não se dão pela otimização de partes. A palavra “holística” virou clichê, mas o conceito que ela expressa ainda é verdadeiro: sempre há que se considerar as implicações das ações que se toma em âmbito corporativo, e sempre há que se estudar o contexto (econômico, social, tecnológico) em que a empresa atua.

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Reboot

O site da Paegasus saiu do ar por um bom motivo: a dinâmica do trabalho, caótica e excitante, mudou bastante a cara da Paegasus.

Uma coisa não mudou: ainda estamos aqui para fazer negócios. Bem vindo!

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